Crítica | As Passageiras (Night Teeth)

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Vampiro é um ser mitológico que vive de se alimentar da essência vital de outros seres vivos. O ano de 2021 já lançou alguns filmes em streaming sobre o mito. A mais nova aposta sobre o tema é As Passageiras, na Netflix. O filme conta a história de um estudante universitário, que trabalha como motorista por uma noite. Sua tarefa: levar duas jovens misteriosas ao redor de Los Angeles para uma noite de festa. Capturado pelo charme de suas clientes, ele logo descobre que as passageiras têm seus próprios planos para ele – e uma sede insaciável por sangue.

Netflix/Divulgação

A trama vampiresca roteirizada pelo estreante Brent Dillon é promissor e consegue criar o seu universo, com suas próprias regras. Numa montagem ágil e que mostra o bairro Boyle Heights, onde a trama se passa, descobrimos um acordo firmado séculos atrás entre vampiros e humanos. O acordo permite que os vampiros vivam no bairro, mas proíbe que eles cacem as pessoas do bairro, podendo se alimentar de seres humanos, apenas com o seu consentimento. Se a criação da ambientação e de alguns personagens ocorre de modo interessante, o resto deixa a desejar. A obra peca em construir cenas de ação que tenham tensão, que causem medo ou qualquer outra coisa, que não seja tédio. A direção de Adam Randall (À Espreita do Mal) é correta e até usa, aqui e ali, alguns conceitos interessantes para tornar a trama dinâmica, mas o filme carece de tensão e urgência. Toda a trama se passa numa noite, mas o filme prefere apostar suas fichas no eterno flerte entre um humano e uma vampira, que não é de todo ruim, mas poderia ser melhor.

A fotografia do longa é um destaque positivo da história e sempre enaltece a vida noturna Los Angeles, abusando do uso de neon. As cenas de ação, não apostam em nenhum momento de elementos gore ou de alguma violência mais exagerada. Na verdade toda a história, não justifica a classificação indicativa de 18 anos que o filme recebeu. Para piorar quando o longa parece que vai desenvolver algo mais violento ou ousado, o diretor opta por se afastar da cena e esconder a câmera do que está acontecendo. Frustante! Essa é a palavra que define o sentimento do espectador, ao não ver o que acontece em cena.

O trio protagonista é o grande destaque do filme, Jorge Lendeborg Jr. (Bumblebee) é carismático e ganha nossa torcida. Debby Ryan (Jessie) e Lucy Fry (Bright), usam da sensualidade para criar uma atmosfera ameaçadora, o que funciona. Megan Fox (Garota Infernal) e Sydney Sweeney (The Voyeurs), são desperdiçadas no filme e aparecem em uma breve cena. Graças ao carisma e interpretação do trio formado por Lendeborg, Ryan e Fry que o filme não se torna impossível de ver.

As Passageiras é um filme de terror/suspense que tinha muito potencial e elementos interessantes, mas carece de alma e tensão, se tornando apenas um longo passeio para lugar nenhum.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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