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    Crítica | Escape Room 2: Tensão Máxima (2021)

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    O mundo do lazer e do entretenimento sempre lança novidades. O Escape Room é uma delas. O jogo, que literalmente significa “escape do quarto”, surgiu em 2006 na Califórnia e tem como objetivo escapar de um lugar em um tempo especifico. A Sony Pictures viu potencial no jogo e em 2019, com a ajuda de Adam Robitel (Sobrenatural: A Última Chave), transformou a brincadeira em um filme de terror que faturou bem nas bilheterias mundiais. A sequência foi encomendada e agora, em 2021, chegas aos cinemas.

    Sony Pictures/ Divulgação

    Algum tempo se passou do primeiro filme para este novo e os sobreviventes seguem obcecados em provar que a Minos Corporation é real. As pistas os levam para um edifício misterioso na cidade de Nova York e de lá (ainda não entendi como) eles vão parar em um vagão do metrô que rapidamente descarrila e os envia – junto com mais quatro estranhos – em um passeio turístico pelo “inferno” (leia: pelas armadilhas elaboradas pelos roteiristas para matar eles de modo criativo e sanguinário) .

    O primeiro Escape Room tinha um proposta interessante, um desenvolvimento bacana e um final controverso, afinal a obra no seu último ato abandonou tudo que construiu para se mostrar maior do que poderia ser naquele momento. Escape Room 2: Tensão Máxima, sofre do mesmo problema sendo pior do que o original. A nova trama apresenta a mente maligna por trás das armadilhas mortais e revela a sua motivação, que não é nada convincente e os desdobramentos disso são surreais, no pior sentido da palavra. O roteiro escrito pelo quarteto Will Honley (A Colmeia), Maria Melnik (Escape Room), Daniel Tuch (So Long, Lonesome) e Oren Uziel (Mortal Kombat) é sofrível e não consegue desenvolver nenhum diálogo sem ser expositivo demais ou soar bobo. O elenco está nas cenas apenas para gritar o mais alto possível as respostas ou dicas dos jogos propostos. Os destaques da trama são as armadilhas, que são menos engenhosas que as do primeiro filme, mas continuam sendo bem elaboradas. Os jogos são quase que feitos em mundo aberto de tão grandes, o que mostra a criatividade da equipe responsável, mas em contrapartida a obra perder no quesito tensão. Os efeitos visuais não convencem, e o elenco não parece levar muito a sério as situações nas quais estão inseridos.


    A resolução dos jogos é repetitiva e se torna maçante. A sensação que fica é que houve investimento apenas no desenvolvimento das armadilhas e não em como os personagens poderiam se salvar delas de modo lógico ou racional. A direção de Robitel foca em fazer o feijão com arroz, não comprometendo, mas também sem fazer questão de inovar em absolutamente nada. A trilha sonora é interessante e acrescenta as bastante as cenas. O final da projeção é previsível e aponta para mais um sequência.

    Sony Pictures/ Divulgação

    Escape Room 2: Tensão Máxima é uma franquia que tinha tudo para dar certo, mas já deixa a desejar no segundo filme. A mecânica dos jogos não funciona bem e o enredo deixa a desejar. Que o terceiro filme seja maior e, principalmente, melhor. Potencial existe, basta ter foco.

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