Crítica | G.I. Joe Origens – Snake Eyes

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G.I. Joe Origens: Snake Eyes é o terceiro filme da franquia G.I. Joe e conta a história de um obstinado nômade que entra para o antigo clã japonês chamado Arashikage, depois de salvar a vida de seu herdeiro; ao chegar ao Japão, o clã Arashikage ensina a Snake Eyes os caminhos para se tornar um guerreiro ninja, ao mesmo tempo que fornece algo que ele sempre desejou: um lar. Mas, quando os segredos de seu passado são revelados, a honra e a lealdade de Snake Eyes serão testadas, mesmo que isso signifique perder a confiança das pessoas mais próximas a ele.

Paramount Pictures/ Divulgação

G.I. Joe Origens – Snake Eyes foca, demasiadamente, na origem do personagem título e não na equipe. Algo que faz sentido, já estamos numa típica história de origem de um personagem. Mas a partir do momento que a trama entope sua narrativa com diversos elementos e personagens da equipe de heróis e não dá a mínima atenção para eles e para as suas interações, a obra perde força. A narrativa escolhida, acaba não fazendo sentido. A direção de Robert Schwentke (R.I.P.D. – Agentes do Além) erra ao estabelecer uma premissa problemática e erra mais ainda nas cenas de ação. Nessas cenas o diretor opta por colar como um carrapato nos personagens e filma tudo de muito perto, com o intuito de colocar o espectador na ação, mas tudo ocorre com tantos cortes, de modo tão rápido, que quase não conseguimos ver/entender o que acontece. Para piorar, algumas das cenas estão tremidas, como se o diretor quisesse esconder algum erro, o que dificulta ainda mais o entendimento do que está acontecendo.

O longa não é uma obra terrível, mas peca nesses aspectos. Porém, alguns elementos da obra são interessantes. O figurino de Snake Eyes (que é o mesmo usado em GI Joe: Retaliation) é ótimo, a direção de arte encontra maneiras inteligentes de misturar elementos modernos e tradicionais japoneses. Os efeitos especiais e a fotografia, também merecem elogios. Mas isso tudo, funciona em meio a muitos erros e tropeços em uma obra cansativa e enfadonha.

Paramount Pictures/ Divulgação

O carismático Henry Golding (Podres de Rico) sucumbe a uma trama tão seca e expositiva. Úrsula Corberó (La Casa de Papel) e Samara Weaving (Guns Akimbo) são desperdiçadas na história e quase não tem destaque. O único que se salva é Andrew Koji (Warrior) que entrega um personagem com motivação e personalidade crível, que desperta um pouco do interesse do espectador na trama.

G.I. Joe Origens – Snake Eyes é uma obra de ação que não convence e que não é um desastre total por possuir alguns bons momentos isolados na sua história. Se a obra tiver uma sequência, o que é muito difícil, ao menos esse filme servirá para apresentar os personagens da próxima aventura.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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