Crítica | Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

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O mais novo filme da Marvel, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, estreia nesta quinta-feira nos cinemas e apresenta Shang Chi, um excelente lutador chinês que é o mais novo herói da Marvel. O filme é uma carta de amor à cultura chinesa, possuindo a mesma importância que Pantera Negra tem para a comunidade afro-americana.

(L-R): Katy (Awkwafina) and Shang-Chi (Simu Liu) in Marvel Studios’ SHANG-CHI AND THE LEGEND OF THE TEN RINGS. Photo by Jasin Boland. ©Marvel Studios 2021. All Rights Reserved.

Como a maioria dos filmes de origem de super herói, os primeiros minutos do filme são focados nas origens do herói Shang Chi e como este se conecta com a organização dos Dez Anéis. Na China antiga, Wenwu encontra os anéis que lhe fornecem vida eterna e poderes, com essa arma ele cria a organização, de mesmo nome, que age nas sombras influenciando o curso da história. Após milhares de anos agindo, Wenwu conhece a guerreira Jiang Li. Os dois se apaixonam, se casam e têm dois filhos: Shang-Chi e Xialing. Mas os anos de família feliz não duraram para sempre. Shang-Chi nesses poucos minutos, consegue construir a história de origem do personagem e encaixar o mesmo nos acontecimentos vistos em Vingadores: Ultimato. Isso faz com que o filme dê de fato o ponta-pé inicial a Fase 4 da Marvel. Além disso, as cenas apresentadas remetem a obras clássicas, como O Tigre e o Dragão. A fotografia e as cenas de luta que vemos no primeiro ator, funcionam como verdadeiras homenagens ao cinema chinês.

Simu Liu (Kim’s Convenience) é um ator muito carismático, e seu personagem possui uma boa química com a personagem de Awkwafina (Podres de Ricos), essa personagem foge do padrão “interesse romântico” que é comum em obras do gênero, a personagem aqui funciona mais como uma amiga/parceira para todas horas, uma verdadeira side-kick. A maioria das cenas mais divertidas do filme tem a dupla envolvida. Para fechar o trio de protagonistas temos Meng’er Zhang, irmã mais nova de Shang-Chi. A personagem não chega a ser uma vilã, mas acaba funcionando como uma anti-heroína. O arco da Xialing aborda de forma bem explícita o machismo na cultura chinesa, desde criança ela teve que treinar por conta própria, pois não era “apropriado” que uma mulher tivesse esse tipo de treinamento. Assim ela treinou sozinha e se tornou uma lutadora poderosíssima, sendo tão poderosa quanto seu irmão. As cenas entre Zhang e Liu são repletas de nuances, indo de um encontro cheio mágoa e rancor até as típicas “brigas de irmão”, os atores passam muita credibilidade e exploram bem o lado familiar. O vilão da trama é outro destaque positivo do filme. Wenwu não é um vilão estereotipado, é possível se conectar com seu objetivo principal no filme.

Ele é um homem que mudou por amor, mas ao perdê-lo mergulhou em um luto que o afastou da família que tinha sido sua salvação. Toda essa motivação em salvar sua família deixa o vilão mais humano, o que era pra ser um terrorista implacável na verdade é um homem não sabendo lidar com suas dores. Tony Leung (Amor à Flor da Pele) faz jus ao título de Mandarim e retira má impressão que o vilão deixou em Homem de Ferro 3.

(L-R): Wenwu (Tony Leung), Death Dealer and Young Shang-Chi (Jayden Tianyi Zhang) in Marvel Studios’ SHANG-CHI AND THE LEGEND OF THE TEN RINGS. Photo courtesy of Marvel Studios. ©Marvel Studios 2021. All Rights Reserved.

O roteiro escrito pelo diretor Destin Cretton (Luta por Justiça), em parceiria com David Callaham (Zumbilândia 2) e Andrew Lanham (The Kid), é simples e eficiente. As cenas filmadas por Cretton são bem desenvolvidas e os flashbacks são muito bem inseridos na trama, o que deixa a história bem fluida.

A montagem das cenas é outro destaque e consegue ajudar o roteiro na sua narrativa. O foco da história é a família de Shang-Chi e como ela influencia nas suas raízes e no desenvolvimento de todo os seu potencial ainda não descoberto. O filme tem cenas espetacularmente bem coreografadas. As lutas são maravilhosas (por que choras Punho de Ferro?) e vão ficar marcadas na história do MCU como as melhores já vistas. É impressionante o realismo e a fluidez dos movimentos, a cena do ônibus é digna de um filme de Jack Chan, desde os golpes criativos até as expressões do ator que lembram muito as do ator. Shang-Chi é porrada e diversão garantida! Por fim, os cameos e easter eggs da trama são muito bem inseridos e nada gratuitos.

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A Marvel acertou mais uma vez com Shang-Chi! Este é um filme divertido e repleto de ação. As DUAS cenas pós-créditos, indicam o futuro do herói e dos personagens ligados a ele. A China agora, tem um HERÓI de respeito no MCU.

Essa crítica foi escrita por Larissa Costa. Siga ela nas suas redes sociais: Twitter / Instagram

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