Crítica | Uncle Frank

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“Eu sou eu e minha circunstância”, já dizia o ensaísta José Ortega y Gasset. No drama Uncle Frank, essa realidade não é muito diferente. Nós já sabemos o impacto que uma ação – ou neste caso, negação – pode ter no futuro e, infelizmente, vivemos em uma época que as questões psicológicas ainda tornam – se um tabu, comumente desassociados de seus significados reais. É, assim, que o velho debate entre as perspectivas acerca da diversidade de gênero e orientação sexual reaparecem, mas dessa vez para nos mostrar que o passado tem (e muito) o que ensinar ao futuro, de modo que circunstâncias vividas e enfrentadas anteriormente sirvam de instrumento de mudança para as atitudes futuras da sociedade. 

O longa conta com alguns atores conhecidos em seu elenco, como Sophia Lillis (I’m Not Okay With This e It), Paul Bettany (Gangster No. 1 e Vingadores: Guerra Infinita) e Margo Martindale (Justified e The Americans), o drama é bem desenvolvido, principalmente em sua série de eventos, levando o telespectador a presenciar, algumas vezes, uma mudança de cenário e perspectiva que endossa o roteiro, muito bem escrito por Alan Ball (Beleza Americana). 

Foto: Prime Vìdeo/Divulgação

O filme tem como personagem principal o próprio Frank Blesdsoe (Paul Bettany), sua sobrinha Beth Blesdsoe e o seu companheiro Walid. A história desenrola – se à medida em que conhecemos o universo de Frank à luz das experiências de sua sobrinha, ainda jovem e imatura. De modo bem sutil, para bons entendedores, alguns detalhes podem ser percebidos desde o começo, através de ações e objetos. Além disso, cabe destacar uma ambientação bem pertinente, o uso de cores, tons e até mesmo figurino foi extremamente fiel à época em questão. 

Um dos pontos mais interessantes da trama, que talvez possa ter passado despercebido por alguns, é a relação em que a audiência cria com a personagem Beth, que aparece sendo um elo entre a família de Frank e a vida em Nova Iorque que ele desenvolveu.  Em geral, podemos ver personagens que, com todos os esforços, buscam sua liberdade à medida em que passam pelas dificuldades da sociedade da época. 

Uncle Frank é um filme bucólico, emocionante, forte e que demonstra como o amor pode quebrar muros que friamente construímos entre nós. O filme tem estreia marcada para o dia 25 de novembro de 2020 na plataforma do Prime Vídeo.

Revisão Crítica

NOTA
Luíza Rochahttp://estacaonerd.com
Ninguém é feliz por completo. Ou falta assistir um bom filme ou falta dormir.

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