Em Missão Refúgio, Mason (Jason Statham) é um ex-assassino de aluguel que vive isolado em uma ilha remota. Sua rotina silenciosa muda ao salvar uma jovem garota durante uma violenta tempestade. Esse resgate o obriga a abandonar o esconderijo para enfrentar seu passado sombrio, protegendo a menina de inimigos implacáveis.
A produção dirigida por Ric Roman Waugh (Destruição Final: O Último Refúgio) faz o feijão com arroz dos filmes de ação. Cenas de ação corretas e uma trama reciclada que já vimos inúmeras vezes nos cinemas. O diferencial fica por conta da presença de Jason Statham (Megatubarão) e Bodhi Rae Breathnach (Hamnet) que carregam a trama nas costas. O roteiro de Ward Parry (Curtis) recicla tudo que já vimos em filme de ação. Homem recluso de poucas palavras com um passado questionável, adota uma criança contra sua vontade enquanto volta a ser caçado… Já vimos esse filme e o primeiro ato da produção é o mais fraco da produção, pelo ritmo lento e pela construção visual da cena do naufrágio. A partir daí a trama melhora, por inserir cenas de ação e pela dinâmica da dupla protagonista.

O grande coração do filme está na relação entre Statham e a garota (vivida com doçura e naturalidade por Bodhi Rae Breathnach). A química entre a dupla funciona de forma genuína, trazendo humanidade e um sopro de frescor para a narrativa. Além disso, a produção ainda insere algumas sequências de combate e perseguição que são bem executadas e cumprem seu papel. Mas sendo honesto, a produção apresenta nada de extraordinário ou memorável em comparação ao currículo do astro.
Missão Refúgio é um filme de ação correto. O roteiro não arrisca, a direção é protocolar e o grande diferencial são as atuações. Se você gosta de ver produções que tem como fio condutor um “protetor durão com passado sombrio”, esse filme é pra você.


