Crítica | A Babá: Rainha da Morte

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Em 2017 a Netflix lançou A Babá, um terrir (comédia de terror) que não criou muita expectativa e surpreendeu positivamente, sendo bastante elogiado pelo público e crítica. Três anos depois, adivinha? Voltamos para uma sequência, que assim como a trama original mistura elementos em uma trama nonsense que aprofunda o universo do filme original… De modo desnecessário, mas que pode agradar aos fãs de filmes de terror e comédias escrachadas.

Netflix/Divulgação

No filme original, de 2017, Cole é apresentado como um garoto apaixonado por sua atraente babá. Em uma noite em que fica sozinho com ela, o menino descobre que a jovem faz parte de um culto satânico que quer matá-lo. Três anos após esse incidente, Cole precisa novamente lutar contra as forças do mal. A sequência basicamente é uma paródia do primeiro filme, repetindo piadas e situações, o que não é errado, mas também não é criativo. Como a maioria das sequências, o longa aposta em reutilizar os elementos que deram certo no primeiro filme aumentando a dose deles, pois segue o lema “mais é melhor”. Essa trama tem o dobro de sangue do primeiro filme e mortes. Para quem gosta de ver mortes absurdas e sangue jorrando esse filme é um prato cheio. McG (As Panteras) não é um fã de narrativas convencionais e aqui ele usa toda sua criatividade para construir uma trama que não é tão sutil quanto a primeira. McG realiza algumas cenas bem criativas e tecnicamente bem realizadas. A cena na escola em que tudo ao redor fica em câmera lenta num certo encontro de personagens e a primeira morte do filme são exemplos do seu talento. Mas nem tudo é perfeito, temos alguns deslizes como os irritantes letreiros que aparecem do nada para informar coisas que já sabemos. O filme aposta na galhofa para divertir e num geral acerta o alvo.

Netflix/Divulgação

O roteiro falha em não ter muito sentido em alguns momentos, mas não prejudica, afinal estamos vendo um longa nonsense de terror e se você comprar a ideia irá se divertir. Com uma trama mais complexa que a original, o filme coloca muitos personagens e só consegue justificar a presença de metade deles, a outra metade está lá, claramente, apenas para ser eliminado ao decorrer do filme. Os personagens do longa original que retornam são os mais desenvolvidos, para mostrar suas motivações o longa usa de alguns flashbacks, mostrando o porque deles terem feito o que fizeram e esse uso funciona. As piadas, no geral, funcionam. Alguns diálogos são estranhos e expositivos, porém não prejudicam tanto o filme. O que não funciona mesmo é a atriz escolhida para substituir Samara Weaving (Guns Akimbo) no papel de antagonista. Emily Alyn Lind (Doutor Sono) possui carisma, mas o primeiro longa era baseado na química da relação entre a personagem de Weaving e o personagem de Judah Lewis (Summer of ’84), no novo longa temos a reprodução dessa relação, mas aqui ela aqui ocorre de modo bem cafona. Do elenco se destacam Robbie Amell (Code 8) que segue, sem camisa, e hilário no papel do psicopata narcisista e Jenna Ortega (You) que é uma adição bem vinda ao filme.

Netflix/Divulgação

A Babá: Rainha da Morte não supera o primeiro longa, mas ainda assim diverte e entretém, em especial, se o espectador assim como o filme não levar a trama tão a sério. Esse é um dos longas mais estranhamente divertidos do ano.

PS: O longa possui uma cena pós crédito.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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