Crítica | Velozes & Furiosos 9

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Velozes e Furiosos é uma das maiores franquias do cinema. O que começou como um simples filme de corrida, evoluiu com o tempo e se transformou em filmes de assalto que a cada episódio ficavam mais insanos. Para a alegria dos fãs, chega aos cinemas Velozes & Furiosos 9. O novo capítulo mostra Dominic Toretto (Vin Diesel) vivendo um vida tranquila ao lado de Letty (Michelle Rodriguez). Mas não é fácil viver o presente quando o passado acelera em sua direção. E é o que acontece quando Dom precisa enfrentar seu irmão Jacob Toretto (John Cena) que tem planos de destruir o mundo.

Universal Pictures/ Divulgação

Antes de qualquer análise é preciso lembrar que a franquia é amada pelos fãs, não por possuir narrativas reflexivas ou um texto narrativo ímpar; ela é conhecida e adorada pelos seus exageros acrobáticos, pelas suas cenas de ação que ficam maiores a cada filme. No que diz respeito a isso, a franquia cumpre o seu papel como entretenimento. As cenas de ação são as mais loucas e criativas já feita em toda franquia. As leis da física não são aplicadas aqui e o impossível se torna possível.

Duas cenas merecem destaque: uma delas envolve um conjunto de imãs (melhor cena do filme) e a outra envolve os personagens de Roman (Tyrese Gibson) e Tej (Ludacris). A cena em questão fará os fãs delirarem e se divertirem como nunca no cinema com o que é apresentado, mas o modo como isso é feito fica abaixo de outros momentos, no que se refere a qualidade dos efeitos especiais. Tantas cenas assim, tão absurdas, transformam os “heróis” da trama em super-heróis. TODOS são ultra-resistentes, TODOS saem ILESOS seja qual for o risco envolvido. Cair de um precipício mataria os meros mortais de carne e osso, mas não nossos heróis.

O assunto vira até piada no filme, com uma cena que irá chocar todos, e que prova que nada deve ser levado a sério. Mas pensem comigo. “Se não devemos levar nada a sério, por que devemos nos importar com eles?”. Ao usar tantos absurdos, a obra perde pontos na coerência e importância.

Coerência é um ponto não existe neste roteiro. E as coisas pioram se formos analisar a franquia como um todo, pois com a adição deste novo capítulo, a coesão narrativa é destruída e quase aniquilada. A nova aventura usa de uma análise do seu passado para moldar a relação entre os irmãos. O problema é que tudo apresentado não funciona muito bem, e o que devia ser o fio condutor da trama, não funciona.

Pra piorar o roteiro escrito pelo quarteto Justin Lin (Velozes e Furiosos 6), Gary Scott Thompson (Velozes e Furiosos), Chris Morgan (Velozes e Furiosos: Hobbs e Shaw) e Daniel Casey (Kin), recicla muitas narrativas anteriores. Neste novo capítulo temos Dom e sua equipe perseguindo um objeto tecnológico que pode destruir o mundo nas mãos erradas. Isso é basicamente a mesma narrativa vista no capítulo 7 e 8!

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O filme dirigido por Justin Lin aposta na nostalgia e fan service sem muita explicação, o que prejudica a sua narrativa. Temos o retorno de diversos personagens, alguns sem muita explicação e outros aparecem apenas para fazer participações especiais. O retorno de Han por exemplo, acontece sem explicação. Os fãs vão perdoar por ver como é bom ter Han de volta, mas não faz sentido nenhum.

O elenco principal já se conhece de outros carnavais e isso ajuda na construção das cenas, em especial nas mais divertidas do filme. Os atores brincam entre si e a química é real entre eles. O destaque além de Vin Diesel (Bloodshot), que é o dono do filme. São as personagens femininas que tem mais espaço nas cenas de ação. O destaque negativo é John Cena (Brincando com Fogo) que não se sai tão bem, pois não tem tempo suficiente para desenvolver a relação antagônica de Jakob com Dom. A culpa não é do ator, mas sim do roteiro que preferiu ficar usando flashbacks para moldar a relação entre os irmãos. O confronto entre eles irmãos fica apenas na promessa, o que pode frustar quem esperavam um embate épico. 

Se no espectador vai prevalecer um senso crítico apurado ou apenas a vontade de se divertir, não tem como saber. O que se pode afirmar é que Velozes & Furiosos 9 é o absurdo cinematográfico mais divertido de 2021.

Ps. O longa possui uma cena pós crédito.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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