Crítica | Dolittle

Muitos fãs ficaram de coração partido com a despedida de Robert Downey Jr. (Vingadores: Ultimato) do papel do Homem de Ferro nos cinemas, porém a saudade tem data para acabar! Nesta quinta estreia o novo filme do ator, Dolittle, longa baseado na série de livros do britânico Hugh Lofting que deve saciar a vontade de ver Downey em cena novamente. Mas saudades a parte, o filme é bom? Confira a resposta abaixo.

Sendo honesto, não! Dolittle tenta se sustentar no carisma de Downey a todo momento e nem ele como herói consegue salvar esse longa do fracasso. O primeiro erro do longa é visto no roteiro escrito à quatro mãos por Stephen Gaghan (Ouro e Cobiça), Dan Gregor e Doug Mand (O Mais Provável Assassino), além de Chris McKay (Lego Batman: O Filme) que resolveram fazer uma aventura de época sem a parte da aventura. Durante toda a projeção, além de algumas risadas esporádicas, o que sentimos é tédio! A direção de Stephen Gaghan não consegue fazer a trama não fluir, os desafios são previsíveis e quando você acha que vai empolgar… vem uma cena vergonhosa. O que salva o filme em alguns momentos é o CGI que tem momentos positivos, sendo a melhor coisa do filme. Parece que a Universal aprendeu algo com Cats, as feições dos animais falantes agradam, mas são tantos animais em cena que alguns desses personagens acabam relegados a figurantes de luxo, e em alguns momentos a trama fica confusa com tantos personagens, alguns deles nem relevância para a história possuem, o que é uma pena! A edição/montagem é péssima, os personagens aparecem em locais e segundos depois aparecem em outro sem explicação, o recurso da elipse é usado para acelerar a trama, mas aqui ela acelera tanto que as cenas ficam sem nexo (tipo os heróis chegam a um castelo de navio, em seguida estão no portão e em seguida já estão roubando o livro. OI?).

Downey claramente se diverte no projeto, mas sozinho. Seu personagem é uma paródia de Jack Sparrow (Piratas do Caribe) só que com o título de doutor e alguns bons modos. Dos animais que dividem tela com o ator os mais bem desenvolvidos são o gorila com a voz de Rami Malek (007 – Sem Tempo Para Morrer) no original e o avestruz com a voz de Kumail Nanjiani (MIB: Internacional) no original, além de algumas participações surpresas que até empolgam, mas que depois são ignoradas pela trama genérica. Harry Collett (Morto Em Uma Semana) está ali apenas para cumprir tabela.

(from left) Dr. John Dolittle (Robert Downey Jr.) and parrot Polynesia (Emma Thompson) in “Dolittle,” directed by Stephen Gaghan.

Dolittle é um filme muito infantilizado e que perde a chance de construir uma comédia para a toda família, mesmo com os esforços de Robert Downey Jr. (que também é produtor executivo do filme) o longa não decola e nem empolga. Mais sorte para Downey em seu próximo projeto e também para quem decidir assistir o longa.

OBS: O longa possui uma divertida cena pós crédito.

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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